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ABREN is a member of the Global Waste to Energy Research and Technology Council (GWC) and is an associate of the International Solid Waste Association or International Solid Waste Association (ISWA)

Brasil pode atrair R$ 500 bi em investimentos em fontes alternativas (Canal Solar)

Por Wagner Freire

A recuperação energética de resíduos é uma realidade em muitos países do mundo, porém no Brasil esse potencial é pouco explorado, sobretudo por falta de uma regulamentação que favoreça esse tipo de aproveitamento energético.

Segundo a ABREN (Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos), o biogás, o biometano e o waste-to-energy têm potencial de atrair R$ 500 bilhões de investimentos nos próximos anos no Brasil. Entretanto, sem incentivos regulatórios, o país seguirá aterrando lixo, alerta a associação.

A ABREN, liderada pelo seu presidente executivo Yuri Schmitke, defende a inclusão da recuperação energética de resíduos nos leilões de capacidade previstos para este ano, assim como a aprovação do PNRE (Programa Nacional da Recuperação Energética de Resíduos)

Em 2024, a associação contribuiu com a sugestão de emendas ao  PATEN (Programa da Aceleração da Transição Energética) para inclusão da recuperação energética de resíduos no programa, porém sem sucesso. 

A medida buscava estabelecer um balcão unificado de contratação das usinas de recuperação energética de resíduos, ou waste-to-energy (termo em inglês), de forma que o município pudesse licitar por meio de um contrato de concessão vinculado à garantia de venda da energia elétrica para a União, com o montante alocado na forma de energia de reserva de capacidade.

Objetivo atender às metas do PLANARES (Plano Nacional de Resíduos Sólidos), que prevê a contratação de 994 MW de potência instalada de recuperação energética, 252 MW de potência instalada de gás de aterro (biogás) e 69 MW de potência instalada de biodigestão anaeróbia (biogás) até 2040, com uma média de 87 MW por mês. Em essência, a proposta visa indicar um caminho para que o Brasil cumpra as diretrizes estabelecidas pelo próprio Planares.

“Caso esses 994 MW se concretizem, estamos falando de R$ 54,67 bilhões de investimento. Vale ressaltar que, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada 1 real investido em saneamento, 4 reais são economizados na saúde pública”, destaca Schmitke.

Custos das usinas

A associação destaca que, além do contexto regulatório, existem diferentes possibilidades de financiamento para essas tecnologias. 

O custo da energia gerada depende de fatores como o poder calorífico do resíduo sólido urbano (RSU), a qualidade dos materiais, o porte da usina e o valor pago pelo município para a destinação final do lixo.

Atualmente, a tarifa média paga aos aterros sanitários gira em torno de R$ 140,00 por tonelada de RSU. Considerando esse valor, uma usina de pequeno porte precisaria de uma tarifa máxima de R$ 750,00/MWh, de acordo com cálculos da ABREN. No entanto, um reajuste na taxa do lixo, aliado a boas condições de poder calorífico e ao maior porte da usina, poderia reduzir esse valor para R$ 500,00/MWh ou menos. 

Já no caso das usinas de biogás, os preços são ainda menores, variando entre R$ 300,00 e R$ 440,00/MWh. Para a biodigestão anaeróbia do RSU, os valores ficam entre R$ 600,00 e R$ 781,00/MWh.

Além disso, pelo menos 20% da geração de energia térmica despachada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) provém de usinas fósseis que operam com custos superiores a R$ 750,00/MWh, chegando, em alguns casos, a R$ 3.000,00/MWh.

Fonte: https://canalsolar.com.br/brasil-pode-atrair-r-500-bi-em-investimentos-em-fontes-alternativas/

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